07/12/2010

                           Como algo tão pequeno pode mudar o mundo de tantas maneiras!           
                                          

Em 1960 a sociedade sofreu um grande impacto, superando em grande escala aquele causado pela aparição dos computadores e da internet: a disponibilização do primeiro contraceptivo oral. O desenvolvimento deste método contraceptivo de tão fácil acesso e utilização foi uma jogada ousada, uma vez que este representava uma afronta para as convicções políticas e doutrinas religiosas vigentes na época. Contudo, o choque ideológico suscitado pelo aparecimento do método de contracepção supracitado, deu origem a vários movimentos culturais, entre eles, a cultura do “ Amor livre” e “Revolução sexual”, em que milhões de jovens defendiam o amor e o sexo como parte natural da vida.
A inserção da pílula, seguida pela aparição da minipílula, veio acompanhada com o crescimento do papel e da importância da mulher na sociedade, tal como Cláudia Golding (Economista de Harvard) afirmou: “A pílula foi o factor-chave para o inicio do novo papel socioeconómico de mulher”. Apesar da enorme polémica que a pílula ocasionou, em 1990 foi classificada como uma das 7 maravilhas do mundo para o semanário britânico “The Economist” e, no mesmo ano, a ONU (organização das nações unidas) abordou temas relacionados com o direito á escolha do momento ideal para as mulheres terem filhos.
Actualmente, mais de 80 milhões de mulheres no mundo usam contraceptivos orais. Ter acesso a uma contracepção segura e eficaz conduziu ao “empowerment” das mulheres e abriu-lhes portas para outro estilo de vida, que revolucionou a sociedade, política, e economia do mundo. Assim, a profunda transformação que o aparecimento da pílula originou em todas as componentes sociais demonstra-nos como forças tão grandes podem ser afectadas por algo fisicamente tão pequeno. 
         

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